quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Teia do meu ser


Tal como as aranhas, nós também temos que tecer a nossa teia. Algumas vezes paramos para ver se está tudo em ordem, olhamos com olhos de ver e quando notamos que algo está mal, o que fazemos??....simplesmente corrigimos e aprendemos e memorizamos o erro para não ser cometido novamente!
Todos os erros servem para nos darem sabedoria. Existem erros que só devem ser cometidos uma única vez, pois as consequências poderão ser bastante duras e longas e que mudam o trajecto da nossa jornada; e existem erros os quais demonstram que não estamos a ir no nosso caminho, embora não consigam mudar o trajecto da nossa jornada!
Eu olhando para a minha teia, senti que parte dela estava a ser partilhada até a um certo momento, depois começou a ser minha de vez!
Olhando e observando-a, vejo erros os quais assumo, mas que não prejudicaram o seu equilíbrio. Mas noto que existe um erro que põe ou não toda a sua existência....o lugar em que foi construída! A dúvida é se o sitio onde estou a construir a minha teia é o verdadeiro sítio! Neste momento estou parada num nó a reflectir sobre tudo, e mais recentemente, o que aconteceu!
Acontecimentos, os quais me libertaram e libertaram aquilo que devia libertar, e como acontecimentos que põe em causa aquilo que sinto!
À conclusão que chego é que estou a contruír a minha teia no local errado, pois sinto-me afastado do que rodeia....e provavelmente estou adiar uma mudança que deverá ser feita, senão....serei mais um número neste planeta! Outra conclusão, é que um dos sentimento mais duros e mais marcantes é a desilusão...encontramos pessoas que parecem acreditar tal como nós em coisas simples, descomplexas, partilhamos o nosso ser, sem qualquer tipo de egoísmo ou de cobrança, porque o que é vivido é saboreado e valorizado, mas depois.....ao que parece o nosso ser,simplesmente fora um encosto ou até mesmo uma pilha, pois enquanto tiver energia, sabe bem mas quando se acaba é posta de lado ou mesmo deitada fora!
Sinto-me tão distante dos mortais, embora haja alguns que me façam sentir daqui. O desejo de afastar-me é grande pelo que eu capto todos os dias, uma falta de côr e uma escravidão no ser, seja em termos materiais ou sentimentais!

Não consigo mais lutar contra ao que oiço dentro de mim. Oiço um pedido de Ausência perante tudo e todos, cada vez mais tenho menos a dizer a quem seja! E oiço um pedido de Presença, mas não sei onde, um local que me parece intemporal e infinito, tal como o céu, tal como a profundeza do mar! Tornar a minha presença mais escassa e tornar a minha ausência mais presente!
Neste momento oiço a música "Biking Home" de Lisa Gerrard e sinto estar perante a tal sol, perto do mar, um vento suave e sinto o meu corpo a ceder as ondas e mergulhar e saborear um dos momentos mais valiosos neste mundo!

Aqui despeço-me por agora, as palavras não saiem!

sábado, 10 de setembro de 2011

Diz-me o que sou no estado em que estou!


"Diz-me o que sou no estado em que estou. Diz-me o que sou, no estado em que estou?"
É isto que eu pergunto à minha essência. Que palavra se aproxima para definir o vejo no meu íntimo? Só me sai palavras mudas!
Sei que tudo aquilo que damos ao universo, retorna a nós! Sei que não tenho tido um comportamento correcto para com algumas pessoas que me são próximas ou que o querem ser...ando afastada e provavelmente não merecem sentir esse meu afastamento, esse meu silêncio!
Enquanto eu demonstrei esse meu afastamento, eu, estupidamente, coloquei a minha energia e também dedicação para uma ligação, uma criação de laços com uma pessoa que veio demonstrar que essa mesma ligação foi descartável! Além do meu Amor pela minha familia, eu prezo muito um outro Amor que é bem forte, o de amizade. Não gosto de ser amiga descartável como tratar as pessoas com tal.
Cometi o erro de me apaixonar....não pela pessoa, propriamente, mas pelo que se estava a viver entre mim e ele. Apaixonei-me porque sentia que tinha encontrado alguém que quisesse viver o que eu queria viver, algo que fosse definido com o tempo certo....mas na verdade enganei-me! Levei uma brutal chapado como outrora no passado. Sinto que apanho os cacos dentro mim, novamente! Novamente na minha rondôla, novamente num nevoeiro em redor!
Neste momento, quero cortar com essa pessoa....a desilusão é grande! Põe em causa na minha crença daquilo que qcredito e que quero partilhar com os outros! Sei que os meus olhos estão tristes e que não consigo encarar as pessoas de frente, sinto-me frágil, logo desconfio e coloco-me à rectaguarda. Sinto-me desenquadrada, sinto que quero cortar com tudo e começar a minha vida noutro sítio.
Tantas teorias, tantas palavras quando tudo é o mesmo e o que muda é o cenário, as pessoas e as situações....mas o resultado é o mesmo, os sentimentos são os mesmos!

Sei que levei um chapadão porque não quis ouvir e deixei-me levar....E agora só me resta transformar e renascer com a esperança de não mudar a minha essência, pois no fundo Amo-a pela sua inocência e pela sua ingenuídade e pela pureza que coloca na sua crença!

Hoje podes vir até mim?...pois quero estar contigo na lua a olhar cá para baixo e poder sorrir contigo!